
sábado, abril 29, 2006
sexta-feira, abril 28, 2006
quinta-feira, abril 27, 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
terça-feira, abril 25, 2006
segunda-feira, abril 24, 2006
Grundstimmung
Há um luto, uma tristeza
Da mais peculiar natureza
Um cansaço, um exaurir
Uma pétala, sempr'a cair
É ser, assim, nesta cadência
É só una, desistência
Da mais peculiar natureza
Um cansaço, um exaurir
Uma pétala, sempr'a cair
É ser, assim, nesta cadência
É só una, desistência
domingo, abril 23, 2006
sábado, abril 22, 2006
sexta-feira, abril 21, 2006
Domiciliação
Qual a morada da exaurida metáfora:
o panteão d'esquecimento ou
a vida de todos os dias?
o panteão d'esquecimento ou
a vida de todos os dias?
quarta-feira, abril 19, 2006
Décima Quarta Entrada
Dizemos nós que no âmago da quotidianidade está a angústia do tempo em seu tropel e, no entanto, o dia-a-dia é o lugar do mesmo que se itera.
segunda-feira, abril 17, 2006
domingo, abril 16, 2006
XXIII
#1
Nós:
Não somos mais que uma casca de noz, quando não somos uma casca de nós.
Não somos mais que uma casca de noz, quando não somos uma casca de nós.
#2
Ouçam:
Quando um sonido se torna em zoado e este ascende a ruído,
ensurdecedor barulho que nos ofusca os sentidos
até às entranhas.
Quando um sonido se torna em zoado e este ascende a ruído,
ensurdecedor barulho que nos ofusca os sentidos
até às entranhas.
#3
Só o mais frágil perdura.
Que o tempo (incessante como ele só) trabalha contra toda a dureza adamantina.
Que o tempo (incessante como ele só) trabalha contra toda a dureza adamantina.
#4
Eis a gotícula.
Pinga que pinga até tocar no fundo das coisa.
Pinga que pinga até tocar no fundo das coisa.
#5
Para quê viajar, se nunca saímos de nós?
#6
Salta a pulga. Saltem pulgas, que vós nunca sereis humanos.
#8
Olhem, mas não vejam.
Que o horror nunca vos toque as pupilas.
Que o horror nunca vos toque as pupilas.
#9
O espaço é todo o espaço do Mundo.
Mas o tempo é o fiel das almas.
Mas o tempo é o fiel das almas.
#10
Sem a desgraça como poderíamos aprender a ser felizes?
#11
Gentil alma, não t'evoles, que ainda não chegou o teu tempo.
#12
O Ser, sem saber, é ditoso?
#13
A matéria toca-nos de muito perto.
#14
Será a natureza do enigma o horror e o medo?
#15
Embalamos a vida com todos os cuidados.
E, no entanto, somos nós que por ela somos tidos.
E, no entanto, somos nós que por ela somos tidos.
#16
Interrogação lapidar:
Se eu não existisse, ainda haveria Mundo?
Se eu não existisse, ainda haveria Mundo?
#17
Mesmo quando todas as palavras forem ditas, ainda poderemos escutar.
#18
O Sol é uma alegria de luz ou o horror da claridade?
#19
Vivam, mas não em contemplação.
Para que o tempo vos não ultrapasse.
Para que o tempo vos não ultrapasse.
#20
Se trabalhais de Sol a Sol, podeis viver durante a lua?
#21
Jamais digas a Palavra Final.
Pois, quem te garante que, uma vez proferida, não termina também o Mundo?
Pois, quem te garante que, uma vez proferida, não termina também o Mundo?
#22
Uma criança brinca e um velho morre.
Que tristeza quando os termos se invertem.
Que tristeza quando os termos se invertem.
#23
Nunca prometas, para que o Destino não contrarie as tuas honestas intenções.
sábado, abril 08, 2006
Décima Terceira Entrada
Triscaidecafobias à parte, vou fuçando nesta arte de dizer o que se pensa quando só resta a indiferença ou uma grande doença ...
... da pinha
... da pinha
domingo, abril 02, 2006
sábado, abril 01, 2006
Cinco Notas de Um [outro] Diário
#1
Tudo bem seria na constelação das coisas, não fora esta inermitenciazinha no estar. Hoje trabalho, amanhã ocío, farrapo sem préstimo. Agora faço, logo desfaço, com um cansaço derriçoso. Enfim, niilista assumido vou sendo consumido pelo tormento do fragmento.
#2
O tempo é um corcel que nos desgasta em tropel e o futuro foi ontem. Queríamos tê-lo apanhado, com ele brincado (a manusear com cuidado) mas tão depessa passou, ZUM, já está, nem visto só ouvido, nesse célere zunido.
#3
Os dias claros são para os outros.
Rebolemo-nos na diáfana cinzentude intricadamente ensimesmada da nossa existência tormentosa.
Olhai, o céu que se esvai em dourados, porque não olhais o céu que se esvai em dourados?
Rebolemo-nos na diáfana cinzentude intricadamente ensimesmada da nossa existência tormentosa.
Olhai, o céu que se esvai em dourados, porque não olhais o céu que se esvai em dourados?
#4
Um fresco sorriso de jovem contém uma indizível beatude. Se esse sorriso a nós fosse destinado, seríamos tocados pelo sopro do inefável?
#5
O vigor é uma miragem com que não ousamos sonhar. Do desalento, porém, somos mestres, pois que, a todo o momento, encetamos a vã demostração da prodigalidade da profunda resignação.
Subscrever:
Mensagens (Atom)