quinta-feira, maio 04, 2006

quarta-feira, maio 03, 2006

Retalhos #3

... já agora, façam-me ainda o favor, escolham bem o meu epitáfio.

terça-feira, maio 02, 2006

segunda-feira, maio 01, 2006

Retalhos #2

... apresentava, enfim, traços de uma salutar demência.

sábado, abril 29, 2006

sexta-feira, abril 28, 2006

Retalhos #1

... e só o tempo do meio não é.

quinta-feira, abril 27, 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

Projectar

Vejam: seja a força do destemido olhar.

terça-feira, abril 25, 2006

segunda-feira, abril 24, 2006

Grundstimmung

Há um luto, uma tristeza
Da mais peculiar natureza

Um cansaço, um exaurir
Uma pétala, sempr'a cair

É ser, assim, nesta cadência
É só una, desistência

domingo, abril 23, 2006

sábado, abril 22, 2006

Epigrama

O neurótico não se rebela, rebola-se.

sexta-feira, abril 21, 2006

Umpeix'armado

Domiciliação

Qual a morada da exaurida metáfora:
o panteão d'esquecimento ou
         a vida de todos os dias?

quarta-feira, abril 19, 2006

Eram Três

Décima Quarta Entrada

Dizemos nós que no âmago da quotidianidade está a angústia do tempo em seu tropel e, no entanto, o dia-a-dia é o lugar do mesmo que se itera.

segunda-feira, abril 17, 2006

domingo, abril 16, 2006

XXIII

#1

Nós:
Não somos mais que uma casca de noz, quando não somos uma casca de nós.

#2

Ouçam:
Quando um sonido se torna em zoado e este ascende a ruído,
ensurdecedor barulho que nos ofusca os sentidos
até às entranhas.

#3

Só o mais frágil perdura.
Que o tempo (incessante como ele só) trabalha contra toda a dureza adamantina.

#4

Eis a gotícula.
Pinga que pinga até tocar no fundo das coisa.

#5

Para quê viajar, se nunca saímos de nós?

#6

Salta a pulga. Saltem pulgas, que vós nunca sereis humanos.

#8

Olhem, mas não vejam.
Que o horror nunca vos toque as pupilas.

#9

O espaço é todo o espaço do Mundo.
Mas o tempo é o fiel das almas.

#10

Sem a desgraça como poderíamos aprender a ser felizes?

#11

Gentil alma, não t'evoles, que ainda não chegou o teu tempo.

#12

O Ser, sem saber, é ditoso?

#13

A matéria toca-nos de muito perto.

#14

Será a natureza do enigma o horror e o medo?

#15

Embalamos a vida com todos os cuidados.
E, no entanto, somos nós que por ela somos tidos.

#16

Interrogação lapidar:
Se eu não existisse, ainda haveria Mundo?

#17

Mesmo quando todas as palavras forem ditas, ainda poderemos escutar.

#18

O Sol é uma alegria de luz ou o horror da claridade?

#19

Vivam, mas não em contemplação.
Para que o tempo vos não ultrapasse.

#20

Se trabalhais de Sol a Sol, podeis viver durante a lua?

#21

Jamais digas a Palavra Final.
Pois, quem te garante que, uma vez proferida, não termina também o Mundo?

#22

Uma criança brinca e um velho morre.
Que tristeza quando os termos se invertem.

#23

Nunca prometas, para que o Destino não contrarie as tuas honestas intenções.

sábado, abril 08, 2006

Um Buda Ditoso?

Décima Terceira Entrada

Triscaidecafobias à parte, vou fuçando nesta arte de dizer o que se pensa quando só resta a indiferença ou uma grande doença ...
... da pinha